quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Ampulheta de areia

A minha avó adorava costurar. Tinha montes de carrinhos de linhas da sua máquina cor de azul céu. O que mais gostava era ficar sentado no sofá a vê-la costurar.

O quarto tinha uma pequena janela por onde corria uma suave brisa, com aroma a limão, que vinha das folhagens daquela lúcia-lima plantada mesmo em frente.

Permanecem até hoje estas minhas memórias como que petrificadas em sal, onde a ampulheta de areia deixou de marcar o tempo.

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