A minha avó adorava costurar. Tinha montes de carrinhos de linhas da sua máquina cor de azul céu. O que mais gostava era ficar sentado no sofá a vê-la costurar.
O quarto tinha uma pequena janela
por onde corria uma suave brisa, com aroma a limão, que vinha das folhagens
daquela lúcia-lima plantada mesmo em frente.
Permanecem até hoje estas minhas
memórias como que petrificadas em sal, onde a ampulheta de areia deixou de
marcar o tempo.
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