No largo do museu todos falavam sobre o tema da exposição: "A queda de um império". Em tempos idos um super império se ergueu tendo conquistado muitos territórios e gentes, impondo pela força as suas ideias e preceitos. Mas a força da cultura e das tradições dos homens prevaleceram sobre o poder das armas. Naquele prestigioso museu todas as obras estavam estupendamente bem colocadas. O curador era de facto sensacional. Nada teria ficado ao acaso. Um sucesso!
inundam o meu espaço. chegam por sms, email, im, debaixo da porta de casa, aparecem também em post-its de várias cores e tamanhos. vêm com letras, imagens, desenhos, setas e todo o tipo de indicações. Chegam assim, essencialmente, as minhas inspirações...
quarta-feira, 21 de julho de 2021
terça-feira, 13 de julho de 2021
Renascer do rio
Estava um dia chuvoso. Tinha aproveitado o momento para escrever no meu diário. O que aconteceu tinha sido extraordinário, por isso tinha de o registar para memória futura. O caudal do rio tinha subido deveras. Havia para cima de um século que tinha perdido força e com ele toda aldeia. Neste lugar ordinário onde nada de especial se passava havia agora uma nova esperança. Podíamos recuperar os moinhos antigos, fazer praias fluviais, acolher os visitantes. Íamos renascer.
segunda-feira, 5 de julho de 2021
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho (Fernando Pessoa)
O futuro, não o conheço mas gostava de o conhecer, trocar algumas ideias com ele, assim como quem nada quer.
Só para perceber se está bem de saúde.
Depois há o passado, já não o tenho, ficou lá atrás, por vezes perto, outras nem por isso. Esse faz-me recordar, as alegrias e tristezas. Contemplo e só vejo resquícios do que já foi.
Seja como for, vivo sempre no presente, porque este, sim este já não me foge.
(Desafio n.º 233)
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Talvez voar não fosse a solução
Pensou em voar. O momento era agora. Não podia dar lugar a distrações. Foi então, de repente, que viu o seu reflexo na janela. Questionou-se: será este o meu desígnio? Dúvidas levantaram-se e estava tudo perdido. Já não poderia fazer aquela viagem que planeara. A sua pequena e frágil estatura levaram-no a optar por soluções alternativas.
Desistir não fazia parte dos planos. A rota e o destino estavam já traçados. A aventura ia finalmente inaugurar-se. Vamos lá!
Leitão - rolha (cortiça) - almofariz - despertador - bola de ténis - vespa - papel
O jantar era leitão, delicioso! A Maria não se calava. Só de rolha na boca. Perguntei ao chef qual era o segredo do molho. Disse-me: "tem de moer bem os alhos no almofariz".
Tínhamos de regressar ao hotel. Amanhã era dia de encontro cedinho. Uma boa oportunidade para usar o despertador que ganhei a atirar bolas de ténis ao alvo. Lá fomos de vespa. Ao chegar, um membro da organização entregou-nos um papel: “têm de preenche-lo”. Sorrimos!