Naveguei pelos
mares. Por vezes faltaram-me as forças. Tive momentos de febre. Vivi como um
rato de porão. Já tinha saudades da minha vida de luxo.
Podia agora estar
sentado numa poltrona, no lobby do meu hotel, a ver os hóspedes entrar e
sair. Apreciar a imagem de Medusa, imponente, pintada a óleo, sob um realístico
leque de cores.
Mas não! Encenei
a minha fuga em prol de um mito. Se a encontrar, não retornarei, nunca, jamais!
Sem comentários:
Enviar um comentário