inundam o meu espaço. chegam por sms, email, im, debaixo da porta de casa, aparecem também em post-its de várias cores e tamanhos. vêm com letras, imagens, desenhos, setas e todo o tipo de indicações. Chegam assim, essencialmente, as minhas inspirações...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
cascaes
de quando em vez por aqui passava,
há muito tempo que já não!
deve estar diferente com o passar do tempo, acho eu!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
vento este
vento este implacável
deixa tudo em alvoroço
até a este lesto moço
enfrentá-lo lhe seria admirável
pedras soltas
estavam todas assim
como que à espera de algo
algo que lhes mudasse
a disposição em que se
encontravam
umas mais próximas das outras
algumas tocavam-se
como pedras soltas
nas margens de um rio
prontas para serem lançadas à água
por miúdos e graúdos
aos saltos
a desalinharem a ordem
que a natureza alinhou carinhosamente.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
pontilhado de luz
ao longe as luzes
salpicos delas
cintilantes
umas mais brilhantes
outras apenas ali permanecem
estacadas imóveis
cordões dourados
reflexos na água
imagens límpidas
fiéis distorcidas
ligadas separadas
rasgam o cetim escuro da noite
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
a hora de almoço
gosto da hora de almoço,
e não é pelas razões mais óbvias,
mas porque se pode observar em 360º.
observar quem passa, o que fazem, o que se comenta:
já ouvi os mais estranhos comentários, dignos de serem recordados.
há quem tropece nas pedras da calçada,
e solte logo um daqueles palavrões,
menos próprios é certo mas tão bem adequados.
outros sentam-se numa qualquer soleira de porta de prédio e fumam,
ali estagnados, suspensos no tempo que consome a queima do cigarro.
aprecio as gentes nas ruas, nos cafés, nas lojas,
cada um na sua azáfama, e eu?
eu deixo-me ir por entre eles, como se nada fosse,
como se nada se passasse.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
livros
gosto de desfolhar livros
abri-los ao acaso
ler trechos soltos
como que a procurar
sentidos escondidos
e imaginar estórias
para além das letras impressas
no pain no gain
um pequeno esforço agora pode significar um grande proveito no futuro.
versão portuguesa de "no pain no gain"
terça-feira, 3 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
naquela rua
segui por aquela esburacada rua,
não sei onde culminava.
ao longe uma janela ornamentava,
uma casa que sem ela ia nua.
era uma rua cheia de prosa e poesia tua,
a cada passo, cada letra me sustentava.
na rua esburacada por onde caminhava,
parecia terra decrua.
um monte perdido no horizonte,
assim sentia teu respirar em minha fronte.
mais um passo e tudo estremecia,
com o receio de perder o norte.
li um texto teu que me manteve forte,
para não me perder naquela rua em que seguia.
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