Era já final de tarde. No trilho ao longe surgia a silhueta daquela singela casinha. De cor clara, confundia-se com a paisagem da pradaria.
Tinha portas e janelas, mas sem puxadores. Era a nossa imaginação que as abria. Estórias de fadas e duendes nas suas atarefadas vidas, contadas naqueles irregulares degraus, tão diferentes quanto nós. As telhas deixavam passar a chuva, que anunciava a cadência das emoções dos dias passados.
Desmesuradamente as ervas medravam, a casita envelhecia.
Amadeo de Souza Cardoso
A Casita Clara
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