deixo-me levar pelo desnível do destino,
pela metamorfose temporal.
impelido em êxtase divinal,
desfaço-me de todo desalento de menino.
sinto-me como peregrino,
nesta caminhada vesperal.
de mim o sentido mais natural,
encontrar simplesmente o que imagino.
meus sonhos em realidade,
puro requinte de sonhador,
ver frémito sentimento desvanecer.
como se houvesse a possibilidade,
do sonho possuir a cor
e o destino a conseguisse absorver.
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